Um jovem de 17 anos reformou um carro antigo e o pintou todo de amarelo, ficando famoso no bairro por sua habilidade em mecânica e jeito caridoso. Porém, ele não estava bem e as pessoas as seu redor não perceberam os sinais. O jovem suicidou-se.

No dia do funeral dele, uma cesta de cartões com fitas amarelas presas a eles estava disponível para quem quisesse pegá-los. Os 500 cartões e fitas foram feitos pelos amigos do jovem e possuíam uma mensagem: "Se você precisar, peça ajuda." Os cartões se espalharam rapidamente e percebeu-se aí uma oportunidade de fazer mais vozes serem ouvidas.

Esta história aconteceu nos Estados Unidos em 1994, e foi a partir desta história que a campanha Yellow Ribbon (laço amarelo) nasceu e cresceu ao redor do mundo. Em 2003 a OMS instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, e o amarelo do carro do jovem é a cor escolhida para representar este sentimento.


A principal intenção desta campanha é falarmos de forma aberta sobre o suicídio. Porém, isso é feito de forma responsável. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que se evite apresentar métodos e processos de suicídio ocorridos na mídia, pois esta exposição pode incentivar outras mortes.

Então, como falar sobre isso?

A primeira proposta é o diálogo. Pessoas vulneráveis ao suicídio costumam ser pessoas fechadas em si mesmas e é extremamente importante que elas saibam que não estão sozinhas.

Sim, juntos podemos fazer algo a respeito!

Neste infográfico apresento algumas estatísticas sobre o tema e possibilidades de intervenção. Te convido a conferir e compartilhar, certamente alguém pode se beneficiar bastante com esse material.

Somos melhores juntos. A vida não é um mero detalhe!





A psicoterapia online já é realidade no Brasil.

Desde o dia 7 de novembro de 2018, quando entrou em vigor a Resolução nº 11/2018 de nosso Conselho Federal de Psicologia (CFP), todos os psicólogos cadastrados junto ao e-Psi estão autorizados a realizar o atendimento online.

Sim, e eu sou um deles! (você pode conferir AQUI)

Antes, havia a limitação de até 20 sessões para cada paciente e nossas intervenções eram breves. Agora esse limite não existe mais e é possível fazer psicoterapia através dos meios tecnológicos.

Isso não significa que o CFP não acreditava ser possível uma psicoterapia online antes. Mas, sobretudo, uma adequação a nossa realidade atual que é cada dia mais virtual. É importante que nós, psicólogos e psicólogas, estejamos presentes onde o ser humano está presente.

Vale dizer que a psicoterapia online não tem o desejo de substituir a psicoterapia presencial, mas COMPLEMENTÁ-LA, alcançando pessoas que até então não tinham acesso aos nossos serviços.

Aqui alguns exemplos:

  • Pessoas que moram em regiões em que não existem profissionais;
  • Brasileiros que moram fora do Brasil e desejam ser atendidos em sua língua materna;
  • Pessoas que moram em grandes cidades e tem dificuldades em acessar um profissional, devido o deslocamento;
  • Pessoas que estão com algum impedimento de sair de casa, por problemas de saúde física ou mental;
  • Pessoas que trabalham "na estrada" e precisam ser atendidas, mesmo sem ter um endereço fixo.
O atendimento psicológico online segue rigorosamente as normas do Código de Ética Profissional do Psicólogo e é realizado por psicólogos formados e inscritos no Conselho Federal de Psicologia, que é o órgão nacional que credencia os profissionais habilitados a tais serviços e fiscaliza os procedimentos adotados pelos mesmos.


O serviço pode ser utilizado por crianças, adolescentes, adultos e casais. Ressalto que para atendimentos a menores de 18 anos, é necessário autorização por escrito dos pais ou responsáveis.

OBSERVAÇÃO: Casos de transtornos mentais graves, bem como pessoas ou grupos em situação de urgência e emergência, não poderão ser atendidos online. Para estes casos, a psicoterapia presencial será indicada.

As consultas podem ocorrer através de e-mail, chat ou vídeo. Cada modalidade possui sua especificidade, e caberá ao profissional avaliar qual é a mais indicada ao cliente.

Em relação ao ambiente virtual, recomenda-se que o paciente realize medidas de segurança em seu computador, afinal, os meios de comunicação eletrônicos são vulneráveis e requerem alguns cuidados para proteger a segurança da sua informação.

Com a segurança garantida, é notável como a psicoterapia online pode ser positiva. Diversas pesquisas apontam resultados semelhantes entre os atendimentos presenciais e online.

Sim, a psicoterapia online já é realidade no Brasil!

E você pode ser o maior beneficiado.


"No centro de toda raiva, existe uma necessidade que não está sendo atendida." (Marshall Rosenberg)
Nossas ações são movidas por nossas necessidades. Enquanto está tudo bem e você está de boa, não há motivo para se mover. Porém, surge uma necessidade e você age para suprí-la. Simples, não é?
Nem tão simples assim.

Afinal, nem todas as necessidades que possuímos podem ser supridas de forma rápida. Se você precisa de uma formação para ter uma promoção no trabalho precisará estudar por anos para obter um diploma, por exemplo. E o período entre a necessidade e a satisfação costuma ser marcado por estresse e outras emoções e sentimentos, como a raiva.



Você pode ter se perguntado muitas vezes o motivo de estar impaciente e talvez nunca tenha chegado a uma conclusão. Isso aconteceu porque não encontrou qual era a necessidade por trás deste sentimento. E então sua lâmpada se apagou.
Na próxima vez que se sentir com raiva de algo ou alguém, pare um pouquinho e busque encontrar qual é a sua necessidade por trás disso. A partir daí, terá melhores condições de lidar com isso e agir a respeito.

Tem sentido o desejo de ser amado?

Não se sente bem compreendido por quem te rodeia?

Gostaria de ter seus sentimentos respeitados?

Estas são apenas alguns exemplos de necessidades que está sentindo agora. É importante identificá-las para seguir em frente.




"O que os outros dizem e fazem deve ser o ESTÍMULO, mas nunca a CAUSA de nossos sentimentos" (Marshall Rosenberg).

É evidente que tudo o que as pessoas ao nosso redor dizem e fazem interfere na nossa forma de ser e sentir. Mas todas essas coisas não devem determinar o que sentimos. Entre interferir e determinar existe uma distância considerável, e é aqui que podemos agir a respeito.
Da mesma forma, falando em vida psíquica, deve haver certa distância entre quem sou eu e quem é o outro. Você não deve se sentir acusado ao entrar em contato com esta afirmação, mas se ela te provoca de alguma forma, te convido a refletir sobre isso.
Quando somos emocionalmente dependentes de alguém, deixamos de ser quem somos para satisfazer os desejos do outro. Porém, esta conta nunca fecha e permanecemos em dívida com nós mesmos. Compreender isso é fundamental para lidar de forma assertiva com a codependência.

Costumo ouvir de amigos e clientes a seguinte pergunta: será que sou (ou estou me tornando) dependente de álcool? E minha resposta costuma vir pautada em duas características marcantes sobre a dependência de álcool:


A BEBIDA DEIXA DE DAR PRAZER: O consumo de álcool em pequenas doses traz sensação de relaxamento e diminui o nível de ansiedade, sendo este um dos motivos para estar presente em celebrações e eventos sociais há milhares de anos. Mas, em dado momento, o bebedor deixa de perceber esta sensação de prazer, mesmo aumentando a dose.

A FALTA DE BEBIDA TRAZ DESPRAZER: Outra característica marcante na dependência do álcool é a chamada síndrome de abstinência. Mesmo não sentindo prazer ao beber, a pessoa bebe para não experimentar o desprazer que é traduzido em sintomas como tremor das mãos e aumento da frequência cardíaca.



Portanto, se você tem dúvidas sobre ser ou não ser dependente em álcool, observe de forma cuidadosa estas duas características. Não hesite em pedir ajuda de uma pessoa de sua confiança caso sua resposta seja positiva.


Codepender consiste em depender da dependência do outro em relação a si mesmo. Dizendo em outras palavras, todas as ações de sua vida são dirigidas ao bem-estar do outro. É como olhar para si mesmo e dizer "sem o outro, não sei quem sou."


Não há problema em desejar o bem do outro e fazer coisas para que o outro esteja bem. Porém, isso se torna um problema quando a pessoa se vê incapaz de olhar para si mesma. É disso que tratamos ao falar de codependência: de pessoas que só enxergam a si mesmas em relação ao outro.
Mesmo quando todo esse esforço causa dor e sofrimento, o codependente acaba por repetir estas atitudes por sentir culpa e medo de ser abandonado pelo outro. Quando o ciclo se repete, acaba gerando mais preocupação e frustração.
Estar sozinho pode parecer assustador para quem depende do olhar do outro. Mas, aprendendo mais sobre si e o que tem buscado, é possível (re)agir melhor diante desta dependência.


Muitas pessoas costumam me consultar sobre o assunto MOTIVAÇÃO nos mais diversos contextos (codependência ou infelicidade no trabalho são alguns exemplos). Como existem muitos estudos sobre o tema, trago hoje para vocês de uma forma simples como ocorre o ciclo da motivação.


Quando falamos em motivação, estamos buscando entender de que forma as pessoas alteram seu comportamento para obter satisfação. Vamos observar o esquema (arraste para o lado).
O ser humano, de um jeito ou de outro, busca estar em EQUILÍBRIO (estar "de boa"). Mas isso acontece de forma dinâmica, porque sempre surge algo que nos tira do equilíbrio, e chamamos isso de NECESSIDADE. Precisamos comer, dormir ou nos sentir amados, por exemplo.
Por causar desequilíbrio, estas necessidades nos causam ESTRESSE. E esta sensação só irá acabar quando estas necessidades forem satisfeitas plenamente. Somente ao encontrar SATISFAÇÃO, voltamos ao equilíbrio.


Agora, uma pergunta: Você se sente desequilibrado, mesmo que não saiba bem o motivo? Isso significa que existe alguma necessidade em você que precisa ser satisfeita. Exemplos disso poderiam ser o desejo de ser respeitado(a), valorizado(a) ou encontrar-se como pessoa.
Se você não sabe por onde começar, aqui vai um conselho: busque descobrir qual necessidade é esta. Pois enquanto não compreendê-la bem, será difícil saber qual a melhor forma de agir.